6.12.08

almoçar com craudinha. encontrar brenda. visitar jojo. jogar conversa fora. dar risada. falar com nani por skype. abraçar a barriga. comer bolacha. chegar tarde em casa. pedir pizza. cochilar na sala. dormir abraçada. ganhar beijo no cangote no meio da noite. eu amo sexta feira!

28.11.08

é amor demais
inebria
anestesia
sinergia
clara, leve e mansa
lembrança e momento
abraçados
fortificados
mais tu em mim
do que eu mesma.
assim, assim...

21.10.08

o momento anda muito mais sensorial que de escrita. perceber todas as mudanças, nuances, sensações, emoções. lavar a cara e despir a alma. livre e sem medidas. amando mais que tudo. sublime e mágico. é um novo tempo, eu tenho certeza.

15.9.08

tudo espalhado pela casa. roupas entrelaçadas, amassadas, suadas. caixas e mais caixas. móveis que ainda precisam ser distribuídos. tempo de enraizar e criar laços. largo tudo pra te ver dormir. olhar suas nuances suavizadas pelo sono. tudo tão rápido e já consumado. o mais incrível é que nada disso me assustada, pelo contrário, me sinto amparada. é como se tivesse esperado por você a vida inteira. nosso encaixe perfeito. a simetria dos desejos. parece que o tempo parou pra gente continuar. perco o sono, regorgito. era você o tempo todo. é isso e eu quero que seja assim, para sempre, porque eu te amo.

Finalmente pronto!

Bom, eu não sei se é bom, não sei se deveria divulgar. Acredito que é possível dar algumas risadas... Mas, como filho é filho, vai aqui o serviço:

CANA QUENTE
Brasil, 2008 – 80 min. Direção e roteiro: Luiz Alberto Zakir Elenco: Edmilson Nascimento, Hugo Casarini, Elisa Americano Saintive, Osmar Malavazi, Maria Helena Serrano, Wagner Molina Participação especial no elenco: Dionísio Neto, Raquel Marinho e L.Stein Assistência de direção: Celso Gonçalves Direção de Fotografia: Aloysio Raulino Montagem: Fábio Yamaji Som: Gustavo Nascimento e Pedro Arantes Edição de som: Daniel Turini Estúdio de som: Inputsom Produção executiva: Paulo Boccato e Mayra Lucas Direção de produção: Camila Andrietta Índio é um cortador de cana, empregado de um grande usineiro de uma pequena cidade agrícola do interior de São Paulo. Por seu porte e sua aparência física, que claramente o destoa dos demais cortadores, acaba chamando a atenção de duas poderosas mulheres da região: Estela, mulher do dono da usina e Ana Rita, fazendeira e fornecedora de cana-de-açúcar para a empresa. Porém, o assassinato misterioso de uma jovem, coloca Índio na posição de suspeito do crime. Sem ter um álibi que possa revelar, Índio acaba se complicando ainda mais perante as autoridades locais. A trama se evolui conforme alguns segredos que envolvem a usina e os negócios provenientes da cana vão sendo revelados e o envolvimento de Índio com as duas mulheres se aprofunda. O crime, que está no centro de toda tensão, ainda terá de ser revelado para que todos os segredos que envolvem as relações de poder na região venham à tona. Estréia dia 19 de setembro com Bate-papo com diretor. 0 R$ 8,00; R$ 2,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado e dependentes, aposentados e estudantes com carteirinha).
De 19/09 a 25/09. Sexta a quinta, às 19h.
SESC CineSesc

11.9.08

mais uma mudança. a quinta só esse ano. novamente entre caixas, roupas e móveis. dessa vez não é só a mudança de local. é toda uma mudança em mim. decidir o que vai e o que será vendido. otimizar o guarda roupa que é nossa primeira aquisição juntos. o 703 se desfaz e eu já começo a pensar no sentido família da vida. trocar a geladeira porque agora tem que ser duplex. máquina de lavar roupa tem que ser maior. agora eu quero tudo amplo, pra aconchegar nós três. é, eu já vivo sendo três. como por dois. não sou mais eu, apenas. somos nós.

16.8.08

é amor. amor que não cabe só dentro. amor que espalha, inunda, transborda, procria, multiplica. é tanto que não é mais só nós. é todo o universo e mais um pouco. é anil, escarlate, amarelo e violeta. é amor que virou caracol por vontade própria. é assim, porque eu me movo e algo se mexe comigo!

16.7.08

devaniando pelos cantos. perdida, só, aflita. como se não fosse coisa o que tanto me perturba. destruição anunciada. passos largos, angustiada. se vai o sono e as olheiras permanecem. como sombras espalhadas pelo rosto. ferida aberta. porque muito sinto e palavras não exprimem o que acontece em meu peito. ventre se contorce, corrompe. é tudo como sempre foi, mas agora é bem diferente. já não sou mais a menina vadia que andarilhava pelas ruas. já não me pertenço, embora seja tão minha. tavez seja essa a angústia. começar a criar raízes. fincar o pé e virar na cama. porque sem você parece que falta alguma coisa. tudo parte emendada e já grudada. porque sem você o dia passa lento, as buzinas ressonam e é tudo atormento. pompéia perde um tanto da graça e a cidade fica assim, meio insosa. é que na verdade, ao seu lado, a vida ganha asas e eu me perco encontrada.

14.6.08

como a luz que transforma tom e cor. transbordou em mim e iluminou. turbilhão, fervilhação. já é dia e em meu peito brotam flores da primavera. reverberam suas palavras em meu ouvido. clara, leve, flutuante, límpida. redescobrindo em mim sensações já amainadas e um tanto escondidas. é tudo seu, nosso, meu. o quarto que expande junto com nosso gozo. tão real e sublime. tanto esperado e cultivado. meus dias ganharam cheiro de amêndoa. meu sorriso faz sentido e vai certeiro na sua direção. era você eu nem sabia... aliás, quem saberia disso tudo? quem diria? foi tudo tão de repente. surpreendente, envolvente. e agora fico aqui contando os minutos. querendo mais alguns segundos. essa querência que me inebria. espasmos perdidos no tempo e espaço. caso de acaso. eu, você, respiração. só sei que meus pés não tocam mais o chão. simples como asa de borboleta. amarelada com sol raiando. é assim, toda imensidão em mim.

6.6.08

é como se eu já não sentisse mais nada. parece que parou o tempo e desfolharam todas as árvores que me abrandavam. outono em mim. primavera em meu ventre. sangue quente, quase fervilhante. aquele constante arrepio na espinha. meus gestos vagos. o dia que já vem noite clareando. ou clareou tudo e eu nem percebi. sempre há noite em mim. dois pesos e muitas medidas. o rumo dos meus anseios. aprumo, aconchego. carinho gostoso do seu abraço. respira, alucina. noturna e sóbria. lavada de qualquer limite. perdida em pensamentos eliptícos. é como se tivessem acionado todo o mecanismo. querência constante nem sempre consentida. e eu conto as horas e nada muda. mas já se transformou tudo depois daquele momento. não há medidas pro que quero viver, ao seu lado, sempre. é tudo tão tão, que é quase um devaneio. sonhos de amplidão. porque quando encostei minha boca no seu dente, tudo tomou forma e cor e luz. foi assim tão simples e perene que até a chuva desabou. desabando junto o mundo em mim. sou toda devastação. sou toda a peste de outros tempos. sou sua perdição.

1.6.08

repensar os meus dias. um passo e um ponto. fechar a porta. abrir novo caminho. estender a mão pedindo paciência e consolo. entorno de dias frios e madrugada tangente. dormir até os olhos abrirem. mudar a roupa. lavar a alma. respirar o cheiro da loucura que não cessa. é, está na hora. novos rumos e nenhum olhar. de repente, tudo se alumiou. foi o tempo do tempo sem sol. ventania, utopia. como se fosse eu e nada mais importasse. só eu e meus anseios. é, assim, recomeçar tudo de novo!

29.5.08

mãe preta moderna!



proteção vem até por email hoje em dia...
viva a tecnologia!

16.5.08

é porque eu estou me reestabelecendo. não adianta, faz parte de todo conteúdo e contexto. criador e criatura. meu ventre se contorce. já não sou, apenas. é mais que eu. não sou mais aquela ou a outra. sou tantas que não cabem em mim. cuspo eu. cheiro eu. lambo eu. de mim brotam tantas que parece um devaneio. cada dia uma nova. somos todas, conversamos, nos entendemos. cada uma tem seu momento. o bom disso tudo é que quando faço alguma coisa que me arrependo, digo, ah, não era eu... era ela ou aquela. porque nem eu mesma me compreendo. e pra falar a verdade, tem dias que eu não me suporto. e não suporto nenhuma delas. nesses dias é necessário muita naftalina pra encrustar a ferida. naftalina é bom que impregna. não sai nem com água e sabão. eu gosto de coisas impregnantes. as vezes elas me irritam um pouco, mas eu gosto. odeio que me cobrem. já me cobram de um tudo, precisa me cobrar amor, não. amor eu dou pra quem eu quero, quando quero, como eu quero. é, eu sei, eu sou chata mesmo. mas não pedi pra me suportar. aliás, não pedi pra suportar nenhuma de mim. hoje em dia, basta que eu seja qualquer uma que eu quiser. é só isso. não me perturbe.

4.5.08

email de amiga

Amiga Gê querida me enviou essa frase por email há uns dois anos, disse que quando leu se lembrou na hora de mim. Todo esse tempo depois eu ainda tenho que concordar, essa frase continua sendo minha cara!

"Quando estou a fim de fazer besteira, quase nada pode me segurar."
Dita por Orson Welles, pouco antes de conhecer Rita Rayworth em "A Dama de Shangai".

não adianta o cabelo desgrenhado. também não resolve o sapato desamarrado. ela continua emanando sonhos e possibilidades. assim, só por ser. assim mesmo, só por se ter. como se ela só precisasse mesmo dela. ela se basta. ela se completa. tão só e cheia e plena que atiça os sentidos de quem passa por ela. parece dor ser resolvida. parece que lhe pesa nos ombros os caminhos traçados. argila seca, redemoinho. tão cheia de si que até se sabota um pouco. mesmo sem perceber o auto flagelo. não tenta se mostrar vulnerável. não se permite ser de nervos e ossos. fingi ser de ferro, até que desmorona. mas cai com a classe de cair sozinha, escondida, morimbunda. ninguém a vê chorar. não tolera a compaixão por ela. mesmo com toda sensiblidade que existe dentro dela, quem a conhece acredita que é de pedra. pobre menina, perdida em seus devaneios. já não sabe mais o que é dor a dor que deveras sente.

2.5.08

é por me perder que vou me encontrando. cada passo um atropelo. resfolegante, ultrajada. arrependida e um tanto amargurada. foi o tempo que a música ardia em labaredas. foi o tempo que tudo era igual a tudo. agora, em mim, só vazio e complascência. deixei o rumo. a deriva, inconstante. como se fosse assim e só e coisa. não sendo nada, apenas. existir é uma dor constante.

30.4.08

Acontece

Esquece o nosso amor, vê se esquece.
Porque tudo no mundo acontece
E acontece que eu já não sei mais amar.
Vai chorar, vai sofrer, e você não merece,
Mas isso acontece.
Acontece que o meu coração ficou frio
E o nosso ninho de amor está vazio.
Se eu ainda pudesse fingir que te amo,
Ah, se eu pudesse
Mas não quero, não devo fazê-lo,
Isso não acontece.

* Cartola

* Esquece... Vê se esquece!

24.4.08

jardim botânico















17.4.08

inebriada/escarlate/desinibida/incontida/flufiante/borbulhante/inconstante/circulante/resfolegante/ofegante/insône/desarmada/aliviada/sonhadora/amigável.
nua e crua.

permito que me tenhas e quero sua existência em mim.

havia esquecido o quanto seu corpo é delícia. seu cheiro ventania.

agora eu quero tudo que deixei pra trás. quero seu corpo, sua pele e sua boca.

é assim, porque é do seu fogo que eu tiro meu sustento!

Me Deixas Louca

Quando caminho pela rua lado a lado com você
Me deixas louca
E quando escuto o som alegre do teu riso
Que me dá tanta alegria
Me deixas louca

Me deixas louca quando vejo mais um dia
Pouco a pouco entardecer
E chega a hora de ir pro quarto escutar
As coisas lindas que começas a dizer
Me deixas louca

Quando me pedes por favor que nossa lâmpada se apague
Me deixas louca
Quando transmites o calor de tuas mãos
Pro meu corpo que te espera
Me deixas louca

E quando sinto que teus braços se cruzaram em minhas costas
Desaparecem as palavras
Outros sons enchem o espaço
Você me abraça, a noite passa
E me deixas louca

* A. Manzanero - Versão: Paulo Coelho

** sim, sim. me deixas louca, meu bem!