31.1.08


úmida e latejante. inebriada e escarlate. transcendendo qualquer força nuclear. resisto e insisto. mais forte que qualquer razão de ser. o meu casco duro. três tapas na cara e só uma dor. três socos no estômago e me mantenho inteira. coesa. livre, soberana. ilhada e atada. pedra dura tanto bate que fura. quebra as partes. lasca a carne. estilhaçada, abrupta. vagueio desnorteada. não há motivo que reflita. regorgito, anuncio. sou mais uma, apenas.

28.1.08

lema do meu samba. passinho na sapatilha. meu samba enredo. pandeiro, bongô e agogô do meu ritmo. todo a minha ginga. meu estandarte. sorriso melancia. auto retrato dos meus dias. cheiro e dengo. aurora e clarividência. almoço e minha janta. bamba, muito bamba. pastel e caldo de cana. rodopiando na chuva ou dormindo abraçadinho. lindo, muito lindo. doce delícia. adocica. anfetamina. destruição geral. aperta, me puxa, me cheira. todinha. quero te beber até devorar cada gota desse molho todo. tão livre, leve e solto. configura a alma. desliza em mim. nuvem de gozo. alucinação. tão tão e só e coisa. assim, suspirando em mim.

sapataria classe!



nem parece que ela fica na apinagés, em perdizes.
detalhe: a frase muda todo dia, de acordo com o humor do sapateiro.
SALVE MARIA!

foto by ericatz
http://maismalagueta.blogspot.com/

café ralo, chuvinha janeiro inteiro, cachoeira densa, fogão a lenha, tutu e angu, cheiro de mato, faixa de gaza, amigos de velha data, raito de sol, teatro na praça, casamento à moda antiga, galinha caipira, conversa madrugada toda, balada chata, conhecer todo mundo, rir e rir e rir mais um pouco, poesia e cordel, sobrinha delícia, maracanã e o eterno valdir, orquídeas, casa da mama.
definitivamente, minas é um estado de espírito.
é sempre bom estar em casa!

25.1.08

imperdível!









Ai, tô me roendo, acho que não vou conseguir ver...
Mas fica aqui uma dica de um ídolo!

"DAVID LACHAPELLE, "HEAVEN TO HELL - BELEZAS E DESASTRES"
MuBE - av. Europa, 218, Jardim Europa, São Paulo
(um serviço de vans transportará visitantes do estacionamento coberto do Shopping Iguatemi para o museu diariamente, a partir das 13h)
De 24 de janeiro a 5 de fevereiro, terça a domingo das 10h às 19h
Grátis

24.1.08

meu nome é saudade...
cabo verde tem um pedaço de mim!

22.1.08

mondrian virou prédio na rainha elizabeth. pior ainda, mondrian virou prédio de granito na rainha elizabeth. pra complicar ainda mais, colocaram uma escultura medonha na entrada do prédio. pobre mondrian, como se não bastasse ser considerado o pai do design publicitário...

21.1.08

palavra é ordem. permitir-se é muito mais que simplesmente ampliar. ter e ser. tecer asas em pensamentos. contestar. refutar. clara luz que já não espanta. deixar-me sentir. sem quesitos e prolongas. inconstante, meio assim em devaneio. sou uma e tantas que confundo-me com frequência. prazer ao menos. sem pudores nem tremores. entrelaçar e ser. um e todos. nada mais em nada. como se só tivessemos nós e isso bastasse de um tudo. imensidão e um metro quadrado. tão belo e entregue. soaram sinos no vazio. foi sim, foi isso. olho no olho, cortante, arrepiante. michê e meretriz. cupuaçu e maniçoba. chove dentro de mim. inunda a alma. escorre do ouvido. chove a rua toda, o dia todo. tacacá pra recomeçar. ressaca de vida vivendo.

17.1.08

parece tudo um pouco mais estranho. não sei se foram as borboletas que brotaram dentro do meu estômago desde ontem, no pôr-do-sol. o dia mais lindo que já tive no rio, desde então. foi mágico e tudo misturado ao mesmo tempo. tinha sol, chuva, temporal, pedra da gávea e um cheiro de ventre. exposto, virado, surrado. era assim, toda imensidão em mim. não me dei nem ao absurdo de pensar quão bonito era o momento que estava vivendo. beleza é algo que brota dentro da gente, depende dos olhos de quem observa. sábia cecília meirelles e seu poema. janela que descortina o mundo. pode ter sido esse cheiro de naftalina que está no meu nariz. melancolia e acaso, plácido limiar. é noite, mas arde em mim a amplitude de um sol que não cessa jamais. alumia a alma. afloramento e dimensão. torra a pele, inebria o ar. verte das estranhas como escorre pro mar. tão tal e só e coisa que já não posso sustentar. absorta em mim, permito o alvorecer. já sou relva, espinho e sal. magnífico borbulhar.

15.1.08

eles passarão, eu passarinho!

meu nome é saudade...

de trabalho com diversão


da vodka k do sarajevo e o que ela nos proporciona


das baladas alucinantes e intermináveis


de bater cabelo (quando eu ainda tinha)


da marida pra cuidar um pouquinho da minha cabeça


das exposições loucas de sampa


das loucuras nas exposições


do meu all star laranja


da arte da amiga chinis


da amiga chinis e toda sua sabedoria


da amiga anrrrelita


do meu bebê gostoso


dos domingos de pacaembu


do meu timão com o estádio lotado


das manhãs de café e muito sol


da vista e da casinha de sampa

13.1.08

lisergia. sinestesia. vociferação. ruído. rasgado. alucinação. maré mansa. brisa alta. escorre por entre meus dedos. a nota que não foi molhada. parte de mim em um todo. acaso de olhar. como se fosse simples e puramente banal. bateu vento, avoou. escamação. perdi o passo. comi neblina. dancei na chuva. rodopiei no ar. sombras projetadas no papel. caos e pasmação. abalando qualquer estrutura que possa verificar. necessária desfragmentação.

11.1.08

tudo isso, mas ao contrário...

laranjeiras fica muito mais bonita quando você está aqui. o céu de repente enche de estrelas e fica tudo mais calmo. os passos largos e apressados. olhar com brilho e madrugada agitada. não tinha percebido quanto a sua presença inebria meus dias. nem o espaço que já tomaste na minha essência. tão lindo e só e coisa. ao seu lado os dias passam lentos. o mundo pára e fica tudo escarlate. é esse sorriso e esses olhos borboletas que alumiam meu rosto. é todo o entorno do seu corpo. lindo, na cama, dormindo, de bruço. derreto. suspiros...

ahã, ahã!
sorriso melancia. olhos brilhantes. cerveja na lapa.
sexta feira, gente!

8.1.08

laranjeiras não tem mais graça sem ti. o céu de repente ficou cinza e as folhas começaram a cair. os passos atulhados. olhar vago e descompromissado. não tinha percebido quanto a sua presença inebria meus dias. nem o espaço que já tomaste na minha essência. tão lindo e só e coisa. ao seu lado os dias passam lentos. o mundo pára e fica tudo escarlate. é esse sorriso e esses olhos borboletas que alumiam meu rosto. é todo o entorno do seu corpo. lindo, na cama, dormindo, de bruço. derreto. suspiros...

7.1.08

Por um 2008 mais consciente!










4.1.08

Teu corpo, poesia

É brisa, é mato.
É ferro em brasa.
Quente, constante.
Beijo-fogo.
Alucina.
De nós dois,
não sobra nada.
Água, língua, saliva.
Tu és eu,
tu-te-sou.
Na placidez
desse dia,
somos vento...
Vãos por aí.
Nós já somos,
nós...
Embola-rola,
embola-me em ti.
As pernas presas.
Já é extensão de mim.
Termino-me em ti.
Começo-te em mim.
Unidos,
extensos,
dengos,
cheiros,
corpos,
bocas,
línguas,
perdidas,
procuras,
arrepios.
Madrugada,
luz da lua...
Corpos nus.
Eu?
Tu?
Poesia!
Teu corpo rima
com o meu,
em versos de alegria.

Pra quem ainda vier a me amar...

Quero dizer que te amo só de amor. Sem idéias, palavras,
pensamentos. Quero fazer que te amo só de amor. Com sentimentos, sentidos,
emoções. Quero curtir que te amo só de amor. Olho no olho, cara a cara,
corpo a corpo. Quero querer que te amo só de amor.
São sombras as palavras no papel. Claro-escuros projetados pelo
amor, dos delírios e dos mistérios do prazer. Apenas sombras as palavras no
papel.
Ser-não-ser refratados pelo amor no sexo e nos sonhos dos amantes.
Fátuas sombras as palavras no papel.
Meu amor te escrevo feito um poema de carne, sangue, nervos e sêmen.
São versos que pulsam, gemem e fecundam. Meu poema se encanta feito o amor
dos bichos livres às urgências dos cios e que jogam, brincam, cantam e
dançam fazendo o amor como faço o poema.
Quero a vida as claras superfícies onde terminam e começam meus
amores. Eu te sinto na pele, não no coração. Quero do amor as tenras
superfícies onde a vida é lírica porque telúrica, onde sou épico porque
ébrio e lúbrico. Quero genitais todas as nossas superfícies.
Não há limites para o prazer, meu grande amor, mas virá sempre
antes, não depois da excitação. Meu grande amor, o infinito é um recomeço.
Não há limites para se viver um grande amor. Mas só te amo porque me dás o
gozo e não gozo mais porque eu te amo. Não há limites para o fim de um
grande amor.
Nossa nudez, juntos, não se completa nunca, mesmo quando se tornam
quentes e congestionadas, úmidas e latejantes todas as mucosas. A nudez a
dois não acontece nunca, porque nos vestimos um com o corpo do outro, para
inventar deuses na solidão do nós. Por isso a nudez, no amor, não satisfaz
nunca.
Porque eu te amo, tu não precisas de mim. Porque tu me amas, eu não
preciso de ti. No amor, jamais nos deixamos de completar. Somos, um para o
outro, deliciosamente desnecessários.
O amor é tanto, não quanto. Amar é enquanto, portanto. Ponto.

* Roberto Freire

** É sempre bom relembrar pra não esquecer...

tradicional amigas de todo final de ano!

ai, que saudade!


futura primeira dama


a mais nova integrante

3.1.08

P
A
F
Y

pluft!

assim, eu me movo e tudo se move em mim!

2.1.08

a vida né? imprevisível, meu bem. um cheiro e um pulo. tropeço retengo. tão tão que me faz flutuar. levitar com pés na areia. machucado que não pára de sangrar. camiseta verde de três porquinhos. sono sem fim, eternamente acordada. cabelo ao vento, descabelo. arrepios e entorno. contorno de nós. luz da sombra alumiando o quarto. vulto, deslumbre. noite sem fim. incadescência. tão em mim que não quero largar. bateu, grudou, formou. suspiros.

26.12.07

declaração

eu declaro que não vou abrir mão de nada daqui pra frente. o que é meu é meu. o que é dos outros é meu também. o que é público é de meu domínio. é isso. eu não vim aqui pra fazer vento. sou mais eu e reconheço, eu quero é ver o oco. cariocas que se preparem! eu tô aqui e não tô de brincadeira!

20.12.07

INFERNO

é nisso que minha vida se transformou ultimamente...

All Star

Estranho seria se eu não me apaixonasse por você
O sal viria doce para os novos lábios
Colombo procurou as índias mas a terra avisto em você
O som que eu ouço são as gírias do seu vocabulário

Estranho é gostar tanto do seu all star azul
Estranho é pensar que o bairro das laranjeiras
Satisfeito sorri quando chego ali e entro no elevador
Aperto o 12 que é o seu andar não vejo a hora de te encontrar
E continuar aquela conversa
Que não terminamos ontem ficou pra hoje

Estranho mas já me sinto como um velho amigo seu
Seu all star azul combina com o meu preto de cano alto
Se o homem já pisou na lua, como eu ainda não tenho seu endereço
O tom que eu canto as minhas músicas para a tua voz parece exato

* Nando Reis

** Incrível, eu sempre fui apaixonada por essa música, desde a primeira vez que escutei. Já cantei para uma pessoa. Também já cantaram pra mim. Essa semana mesmo uma pessoa me disse que toda vez que a escuta pensa em mim, que ela é a minha cara. Depois de alguns compassos na vida, hoje ela faz mais sentido que tudo. Logo mais, estarei em Laranjeiras, só que vou estar no 4, que é o meu andar!



tem muita gente com tempo de sobra lá. mas confesso que fiquei assustada ao ver o local do ip que acessou meu blog. só rindo, mesmo...

O Show Tem Que Continuar

Teu choro já não toca meu bandolim
Diz que minha voz sufoca teu violão
Afrouxaram-se as cordas e assim desafina
Que pobre das rimas da nossa canção
Hoje somos folha morta
Metais em surdina
Fechada a cortina
Vazio o salão

Se os duetos não se encontram mais
E os solos perderam a emoção
Se acabou o gás
Pra cantar o mais simples refrão

Se a gente nota
Que uma só nota
Já nos esgota
O show perde a razão

Mas iremos achar o tom
Um acorde com lindo som
E fazer com que fique bom
Outra vez o nosso cantar
E a gente vai ser feliz
Olha nós outra vez no ar
O show tem que continuar

Se os duetos não se encontram mais
E os solos perderam a emoção
Se acabou o gás
Pra cantar o mais simples refrão

Se a gente nota
Que uma só nota Já nos esgota
O show perde a razão

Mas iremos achar o tom
Um acorde com lindo som
E fazer com que fique bom
O utra vez o nosso cantar
E a gente vai ser feliz
Olha nós outra vez no ar
O show tem que continuar

Nós iremos até Paris
Arrasar no Olímpia
O show tem que continuar

Olha o povo pedindo bis
Os ingressos vão se esgotar
O show tem que continuar

Todo mundo que hoje diz
Acabou vai se admirar
Nosso amor vai continuar

* Arlindo Cruz/Sombrinha/Luiz Carlos da Vila

** cantei e dancei tanto essa música no final de semana. ela é a cara de quando encontro com a omar e a emília! nega da minha vida, o show sempre vai continuar e nós não perdemos o tom jamais! meu amor por essas duas mulheres é eterno!

19.12.07

finalmente eu compreendi. o exato momento entre ser e estar. catarse. a vida vomitando de mim. era preciso, pelo instante que se acabou. foi-se tudo. imensidão. choro puro de alívio. sempre há o momento preciso dos acontecimentos. ainda que seja de sobressalto. sem aviso, sem demandas. poderia ter sido menos doloroso, eu confesso, mas era necessário. agora, sozinha comigo mesma, começo a assimilar a sucessão dos fatos. acasos maquiavelicamente planejados. ainda sinto raiva da minha falta de postura. só desculpada pelo inesperado. no entanto, a ampulheta continua a girar. com a certeza de novos tempos.

catarse: catar em mim tudo que não me pertence, tudo que repudio, achar nos buracos mais escuros todo sentimento encruado e putrificado, cutucar, ruminar e vomitar tudo. sem eira nem beira. sem a menor preocupação com o mundo que me cerca. assim, só me preocupando comigo.

18.12.07

não sei o motivo, mas hoje fez o dia mais lindo que já pude ver no rio de janeiro. não sei se era o horário cedinho da manhã. não sei se era o sol refletindo na água e deixando toda a orla dourada. não sei se eram meus olhos. só sei que foi uma manhã incrível e que não quero esquecê-la.

17.12.07

catarse

Acepções
■ substantivo feminino
1 na religião, medicina e filosofia da Antiguidade grega, libertação, expulsão ou purgação daquilo que é estranho à essência ou à natureza de um ser e que, por esta razão, o corrompe
1.1 Rubrica: religião.
no orfismo e no pitagorismo, período de purificação por que a alma desencarnada deve passar até que, apagadas as marcas dos crimes cometidos em sua última existência material, possa ter acesso a uma realidade superior ou reencarnar em um novo corpo
1.2 Rubrica: religião.
conjunto de cerimônias de purificação a que eram submetidos os candidatos à iniciação religiosa, esp. nos mistérios de Elêusis
1.3 Rubrica: filosofia.
no platonismo, libertação da alma em relação ao corpo por meio da renúncia aos prazeres, desejos e paixões, iniciada ainda em vida mas só completada com a morte
1.4 Rubrica: estética.
no aristotelismo, descarga de desordens emocionais ou afetos desmedidos a partir da experiência estética oferecida pelo teatro, música e poesia
1.4.1 Derivação: por extensão de sentido. Rubrica: estética, teatro.
purificação do espírito do espectador através da purgação de suas paixões, esp. dos sentimentos de terror ou de piedade vivenciados na contemplação do espetáculo trágico
Obs.: p.opos. a distanciamento
2 Rubrica: medicina.
evacuação dos intestinos
3 Rubrica: psicanálise.
operação de trazer à consciência estados afetivos e lembranças recalcadas no inconsciente, liberando o paciente de sintomas e neuroses associadas a este bloqueio
4 Rubrica: psicologia.
liberação de emoções ou tensões reprimidas, comparável a uma ab-reação
5 Rubrica: psicologia.
efeito liberador produzido pela encenação de certas ações esp. as que fazem apelo ao medo e à raiva, utilizado pelas terapias que se baseiam no método catártico


Etimologia
gr. kátharsis,eós 'purificação, purgação; mênstruo; alívio da alma pela satisfação de uma necessidade moral; na acp. de rel 'id.'; ver catar-

* Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa

** Resumo do final de semana entre lágrimas, vômitos e soluços

14.12.07

é assim, um dia é nada, no outro é tudo. minha instabilidade me incomoda um pouco. já deixou de ser uma marca registrada pra virar grande defeito. há dias que nem eu mesma me suporto. mistura de sentimentos. inconformismo e alucinação. noites em claro. fumaça de mim. tão desmembrada que já sou várias. nem eu mesma me reconheço. brilho nos olhos, imensidão. lágrimas e risos. sozinha, atada, perdida, partida. é assim, um dia depois do outro.

13.12.07

O AMOR

Ressuscita-me,

nem que seja porque te esperava como um poeta,

repelindo o absurdo quotidiano!

Ressuscita-me

Nem que seja só por isto!

Ressuscita-me!

Quero viver a vida que me cabe!

Para que o amor não seja mais escravo

De casamentos, concupiscência, salários.

Para que, maldizendo os leitos, saltando dos coxins,

O amor se vá elo universo inteiro.

Para eu o dia, que o sofrimento degrada,

Não vos seja chorado, mendigado.

E que, ao primeiro apelo:

- Camaradas!

Atenta se volte a Terra inteira.

Para viver livre dos nichos das casas.

Para que, doravante, a família seja

O Pai, pelo menos o Universo;

A Mãe, pelo menos a Terra”.


* Vladimir Maiakovski

11.12.07

Juízo Final

O Sol há de brilhar mais uma vez
A luz há de chegar aos corações
Do mal será queimada a semente
O amor será eterno novamente

É o juízo final
A história do bem e do mal
Quero ter olhos pra ver
A maldade desaparecer

O Sol há de brilhar mais uma vez
A luz há de chegar aos corações
Do mal será queimada a semente
O amor será eterno novamente

* Nelson Cavaquinho/Elcio Soares

10.12.07

definitivamente, a vida anda passando a mão em mim. quando uma coisa se encaixa, mil despencam na minha cabeça. parece que ando vivendo o tufão da vida. porra de retorno de saturno. a sensação é que eu estou um passo atrás do que deveria estar, sempre. eu saí do sério e não sei bem que rumo tomar. preciso de novo fôlego e de um pouco de carinho. hoje, mais que nunca, eu preciso do abraço da minha mãe, porque não estou segurando a onda sozinha. sabe aquele abraço que a gente chora bem muito, sem vergonha nenhuma, sem explicação nenhuma, só chora até cansar... ai, eu não quero mais ser adulta e não quero mais problemas. a roda não engrena e eu já estou engripando. quero mais isso, não... cansei.

Rio de Janeiro, 10 de dezembro de 2007

Amigo Ãyres querido!

Rapá, que falta que você faz.
Ontem, depois de nossa conversa telefonística, a saudade bateu mais forte ainda.
Depois de tanto ouvir da sua boca que eu sou sua amiga mais homem, retribuo o elogio, você é meu amigo mais mulher!
Incrível como você, macho convicto que eu sei, me entende perfeitamente. Aliás, é a pessoa que mais compreende meus anseios, dúvidas e desesperos.
Acho que é por isso que somos amigos há tanto tempo e que mesmo você morando em um país diferente por ano, continuo te querendo sempre por perto, mesmo que seja via fone. Mesmo que só você me ligue, porque sabe que eu sou uma pobre miserável e que não tenho a menor condição de fazer DDI e falar a vontade contigo.
Bateu saudade de nossas noites longas de muita conversa. Dos shows pernambuco embalados por muita doidera.
Lembrei da gente no Mundo Livre e nossa onda piração. Tão loucos e tão encontrados. E da noite com seus amigos (bizarros, diga-se) na minha casa. Rapá, eu nunca te contei, mas gravei aquela coisa toda no radinho de entrevistas. Foi hilário descobrir que homem tem ciúme de homem, igual mulher. Eu já ouvi aquela fitinha k7 várias vezes. Fabião revoltado. Marcelo mais ainda porque o Fabião que foi comprar cervejas contigo. E eu, bem, eu roncando no sofá, porque você sabe que eu sempre durmo quando o papo fica assim, interessante!
Só ontem me dei conta que sou sua ex-dinda. Aliás, só ontem descobri que fui sua dinda e não sou mais...
Mas o tema dessa cartemail é que eu sinto sua falta. Você faz falta a todo tempo. Queria ir ver The Police e tomar cerveja na Lapa contigo. Queria ir passar o Natal na Irlanda e Ano Novo em Londres contigo. Queria poder receber seu abraço nos momentos de solidão.
mas eu estou feliz pra caraio que seus dias andam ótimos, que você quer se preocupar cada vez menos e está conseguindo e que alguém, nesse mundico de meu deus, está ganhando dinheiro...
E amigo, se você fizer menção de voltar pro Brasil, pode ter certeza que eu vou te enfiar no mundo das produções novamente, não adianta vir com o papo de que cansou dessa vida, porque eu sei que o bichinho que me corrói é o mesmo que te anda nas veias.
Nego, é isso e mais tudo que você já sabe, meu querido!
Tamos ae na luta, pro que der e vier.
Estarei sempre pronta pra te ajudar, pra gente rir ou chorar abraçados ou por telefone, mesmo.

Te quiero, guapo!

Se cuida!

beijones

Camis (ou Camilets, como preferir!)

Obs: se nada der certo nunca, prepara os papéis, que eu chego na área! Adorei essa idéia. Mas você sabe, eu não quero sair do Brasil, nem nunca aceitei suas propostas...

SUFOCADA!

AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH!
Deixem que eu faça o que eu quero fazer!
Pelo que me consta, a vida é minha, os planos são meus, se alguém destroça, sou eu!
Não devo nada a ninguém, não me importa se alguém se preocupa comigo. Ninguém tem direito de se meter com meus problemas. Até porque eu não pedi a opinião de ninguém...
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH!
Não gastem tempo se preocupando com a minha vida, por favor!

Ufa, desabafo!

6.12.07

“Pena é não haver manicômio para corações, porque para cabeças há muitos”.

* Florbela Espanca

4.12.07

hoje eu percebi que muito do que eu acreditava ter superado ainda está totalmente enraigado em mim. tão em mim que chega a ser eu inteira. por isso que ainda estou em grande parte me procurando nos lugares. é a minha não assimilação de que sou feita de muito do que não me desceu pela garganta. meu motivo de mudança. a razão do descontentamento. como se mudar de ares pudesse tirar de mim o que eu não concordo. e a percepção cruel de que as coisas me acompanham por onde eu vou. complicada a existência humana. difícil aceitação de que ainda me dói a carne pelas injúrias vividas. peso nas costas. sentimentos. refutar a alma. enfim, um novo ano remoendo os velhos temas.

rio de janeiro

IN
TENSO
S(C)IDADE

27.11.07

muitos dias eu luto contra minha própria existência. sem saber ao certo se é melhor deixar-me ir ou apenas permanecer. como pedras rolando na água. é um estado de sublimação tão profundo que chega a ser patológico. caminho errado que as coisas tomam. se é patológico já não é mais sentimento. se não é sentimento já não me pertence mais. virei escrava de meus próprios acontecimentos. onde foi que perdi o rumo da situação?

como se eu fosse feitas de escamas e cinzas, diluo-me no caos. o caos que instaura o tempo e aniquila qualquer possibilidade. tempo do tempo de uma saudade. viscosidade e efervescência. turbina e multidão. fragmentos soltos e explodindo no espaço. espaço oco do meu corpo. trêmulo, opaco, nebuloso. virtude e desabedoria. reapertar a tecla. dois passos e um pulo. porque há vida, sempre.




gentileza gera gentileza.

frase pra toda uma vida, sábio gentileza...

"O objetivo principal não é descobrir, mas refutar o que somos. (...) Não é libertar o indivíduo do Estado e de suas instituições, mas libertar-nos, nós, do Estado e do tipo de individualização que vai ligada a ele. É preciso promover novas formas de subjetividade..."

* Foucault

** colado do blog salve jorge, que merece uma visita

26.11.07

só esse ano eu já morri três vezes. já superei todas, mas uma ainda me causa imenso estranhamento. entrada do retorno de saturno. logo eu que nunca acreditei muito em nada. mas comecei com passos firmes e pancada na cabeça. bem me falaram que essa passagem é dolorosa mesmo. mas tudo aconteceu da forma mais dolorida possível. como se eu fosse nada e desprezível ao mesmo tempo. como se eu merecesse atravessar mares pra levar um soco na cara. enfim, eu ainda não compreendi e agora não quero mais saber. incrível a natureza humana, que sempre me dá solavancos das pessoas que menos espero. como se eu nem soubesse falar ou escutar. mas a vida, essa carrinhola louca, não pára de girar. e mais dia, menos dia, ainda vamos nos trombar. e como eu sou de ferro com nervos de aço, vamos tomar cerveja e desdenhar da vida, como se nada nunca tivesse acontecido. porque é preciso força pra ostentar braveza. é preciso coragem pra sobreviver.

25.11.07

hoje eu descobri o limiar da língua nos dentes. aquele passo em falso de perder o nexo e deixar tudo desconexo. porque vi seu sorriso alumiado por toda uma barba estratosfera. e incrivelmente, eu encontrei uma pessoa que tem os olhos iguais aos meus. sabe como é ter uma cor de olho a cada dia. enquandramento perfeito da sua boca, em cada palavra. como se os dias fossem únicos e o sol estivesse sempre presente. o meu menino do rio e tão somente. porque o que eu quero é percorrer cada onda dessa muntueira toda. maneiro, meu menino. lindo, lindo. eu estremeço já derretida. sou tudo e toda bossa. porque é assim mesmo que eu quero. bailando sozinha ou emoldurada por ti, minha obra máxima. no silêncio orquestrado de nós dois.

"Tenho por ti uma paixão
Tão forte tão acrisolada,
Que até adoro a saudade
Quando por ti é causada"

* Florbela Espanca

** é por essa e mais muitas outras que minha filha se chamará Florbela

24.11.07

e virou pedra. logo em seguida virou calor. amanheceu alaranjada. escutou a buzina. rodopiou na chuva. cuspiu tormenta. inalou benzina. consumiu enxofre. enfim, tornou-se humana.

* algumas dores eu já havia esquecido. a vida providenciou me relembrar...

23.11.07

amo muito!!!





ai, que saudade sem fim do meu bebê. meu coração tá tão pequeno longe dela. coisa mais gostosa da dinda!!!

22.11.07

cansei da nossa disputa. cansei de fingir que não te ligo enquanto você finge que não se importa. cansei de te ligar e você atender no primeiro toque, dizendo que a festa tá chata e que você prefere ir comigo pra qualquer lugar do espaço. cansei de fingir que eu não vou sair porque estou cansada, mas vou com você pra qualquer lugar do espaço. a verdade, meu amor, é que eu te quero. quero com sal, água e saliva. quero de dia, de noite e no jantar. quero sua companhia. quer saber? eu também sei que você me quer. sei que esperou sete dias certinhos pra responder a minha mensagem. sei que pensou horas no que responder, tanto que a pontuação estava perfeita. enfim, cansei. e sei que estou abrindo mão do nosso amor. porque você é tão eu que sei que vou perder a graça. porque a nossa história é essa e eu te entendo como você me entende e assim nos gostamos e temos nosso relacionamento. nem tinha me dado conta que fazia tanto tempo. mas cansei, meu bem. você ganhou nessa brincadeira toda.

Da primeira vez em que me assassinaram
Perdi um jeito de sorrir que eu tinha...
Depois, de cada vez que me mataram,
Foram levando qualquer coisa minha...


* Mario Quintana

felicidade é isso...






amigos reunidos, praia e cerveja. quem precisa de mais alguma coisa???

21.11.07



o meu bebê e sua primeira obra: a árvore de natal do vovô!

ai, que saudade da minha cuczita linda!

Frases (in)úteis!

"O que o Fábio gosta de comer em casa, além de você?"
Hebe Camargo entrevistando Mari Alexandre em seu programa semanal.

"Só hipócritas ficam amigos de ex."
Murilo Benício, à revista "Joyce Pascowitch" de novembro, sobre seu relacionamento nada amigável com as ex-mulheres.

"Se fosse homem, jamais me namoraria."
Ivete Sangalo, cantora, falando à revista "Quem" da dificuldade de segurar a onda ao se relacionar com um cantor ou ator de sucesso.

"É claro que a gente vai se casar... Um dia."
Cauã Reymond, ator, respondendo à "Contigo!" se irá se casar com Grazi Massafera.

* minha leitura anda sendo muito profunda ultimamente

19.11.07

já estou me sentindo um tanto carioca. não reclamo mais do péssimo serviço e olho feio quem reclama. perdi um tanto da pressa e ansiedade que sempre tenho. acho uó ir no posto 9. não me interesso por ver artistas nas ruas. fico revoltada querendo quebrar tudo com tanta desigualdade social. quero formar a nova revolução, dar armas e treinamento para os favelados. vamos descer o morro e quebrar tudo!
eu quero é ver o oco, ou não!

hoje eu amanheci com mais você que ontem...
meus dias demoram a passar.
as horas vagueiam lentas.
só seu vulto pelos cantos dessa vida...

13.11.07

quanto aperto em um só peito!

resumo do final de semana na paulicéia desvairada e do regresso pra casa...

12.11.07

Boa sorte

É só isso
Não tem mais jeito
Acabou, boa sorte

Não tenho o que dizer
São só palavras
E o que eu sinto
Não mudará

Tudo o que quer me dar
É demais
É pesado
Não há paz

Tudo o que quer de mim
Irreais
Expectativas
Desleais

That’s it
There's no way
It's over, Good luck

I have nothing left to say
It’s only words
And what l feel
Won’t change

Tudo o que quer me dar / Everything you want to give me
É demais / It's too much
É pesado / It’s heavy
Não há paz / There is no peace

Tudo o que quer de mim / All you want from me
Irreais / Isn’t real
Expectativas / that Expectations
Desleais

Mesmo, se segure
Quero que se cure
Dessa pessoa
Que o aconselha

Há um desencontro
Veja por esse ponto
Há tantas pessoas especiais

Now even if you hold yourself
I want you to get cured
From this person
Who advises you

There is a disconnection
See through this point of view
There are so many special people in the world
So many special people in the world in the world
All you want
All you want

Tudo o que quer me dar / Everything you want to give me
É demais / It's too much
É pesado / It’s heavy
Não há paz / There's no peace

Tudo o que quer de mim / All you want from me
Irreais / isn’t real
Expectativas / that Expectations
Desleais

Now we're falling, falling, falling , falling into the night, into the night
Falling, falling, falling, falling into the night
Um bom encontro é de dois
Now we're falling, falling, falling , falling into the night, into the night
Falling, falling, falling, falling into the night

* Vanessa da Mata

** Trilha sonora do final de semana (das inúmeras horas na estrada)

9.11.07

Acontece

Esquece o nosso amor, vê se esquece
porque tudo no mundo acontece
E acontece que eu já não sei mais amar
Vai chorar, vai sofrer
E você não merece
Mas isso acontece

Acontece que o meu coração ficou frio
E o nosso ninho de amor está vazio
Se eu ainda pudesse fingir que te amo
Ah, se eu pudesse
Mas não quero, não devo fazê-lo
Isso não acontece

* Cartola
** Hoje eu acordei assim, acontece...



Joan Miró - Nocturne - 1940

Logo mais parte integrante de mim.

6.11.07

porque eu sempre brinco, quando te falo séria, você não acredita. é verdade, baby, é verdade. falei sorrindo porque seu olhar me fascina e é impossível manter-me inerte. mas ao seu lado voaria por sobre as marés. inalaria benzina e beberia enxofre. engraçado não é? papo de casamento, filhos e família. eu acho estranho, mas ao seu lado, baby... tudo se torna possível. como um sonho bom que eu ainda não sonhei. mesmo com todo universo conspirando contra. mesmo com o computador travando na hora mais verdadeira dessa conversa toda. a verdade é que quero seu abraço todo dia. como naquele quartinho sujinho que ficamos trancados por tanto tempo. com ou sem ar condicionado. muitas cervejas e algumas pingas. porque você é parte fundamental do meu balaio. contorno e entorno de nós mesmos. verso e prosa dos meus dias.

All Star

Estranho seria se eu não me apaixonasse por você
O sal viria doce para os novos lábios
Colombo procurou as Índias mas a Terra avistou em
você
O som que eu ouço são as gírias do seu vocabulário

Estranho é gostar tanto do seu All Star azul
Estranho é pensar que o bairro das Laranjeiras,
Satisfeito, sorri quando chego ali e entro no elevador
aperto o 12 que é o seu andar
não vejo a hora de te reencontrar
e continuar aquela conversa
que não terminamos ontem, ficou pra hoje.


Estranho mas já me sinto como um velho amigo seu
Seu All Star azul combina com o meu, preto, de cano
alto
Se o homem já pisou na Lua, como eu ainda não tenho
seu endereço
O tom que eu canto as minhas músicas para a tua voz
parece exato

* Nando Reis

** poderia fazer minha própria versão dessa música...
*** hoje eu realmente te falei a verdade, toda ela.

5.11.07

tem dias que são noites longas...

4.11.07

cuspo trovoadas na amplitude

meu amor por você é assim, intangível. o mundo conspira enquanto eu expiro a sua essência. apenas lendas. tudo do que será um dia. é assim, o mundo exala e eu apenas transpiro você. porque eu sou. porque nós somos multiplicação. puro silêncio enquanto urgem os deuses. beleza e entrosamento. lapso do caso, abraço de nós dois. toda vermelhidão que passa aqui mesmo. tão meu que até dói. tão sua que escorro pelo seu corpo. tempo que corre cheio. transborda de nós assim mesmo, denso. tudo tão branco e sempre e mesmo. curvas no vento. macabéa é apenas e é linda ao mesmo tempo. inalando você. candura e inocência. amor, amor.

3.11.07



porque eu sou corinthians mesmo com todo o maracanã contra!